Farmacêuticos hospitalares são essenciais para a segurança de pacientes, evitando erros relacionados a medicamentos

(Texto e fotos: Teresa Fernandes e Bruno Brandão)

Integrando a equipe multiprofissional, o farmacêutico hospitalar tem um papel imprescindível na segurança do paciente. O profissional, que atua com internados em estágio grave e polimedicados, tem como função analisar as prescrições durante o tratamento hospitalar para identificar possíveis interações e estabelecer, junto à equipe de Enfermagem, os melhores horários, conforme a necessidade de cada pessoa.

No Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, 13 farmacêuticos se distribuem em três equipes: Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), responsável pelo abastecimento, pela logística e pelo controle de estoque para os medicamentos e materiais médico-hospitalares; Supervisão, que busca as boas práticas de armazenagem e dispensação nas farmácias-satélites; e os profissionais clínicos, que trabalham para evitar questões relacionadas a medicamentos, como duplicidade terapêutica, interações medicamentosas, interações entre medicamentos e alimentos, além de erros de aprazamento.

Farmaceuticos HRN 1

“A atuação do farmacêutico no âmbito hospitalar é importante para evitar erros relacionados a medicamentos, reações adversas, e garantir que o paciente utilize a medicação que necessita, na dosagem, forma e no horário corretos, a fim de assegurar a eficácia do tratamento do paciente internado no hospital”, explica Ana Carolina Linhares Braga, farmacêutica do HRN.

Nas primeiras 48 horas de internação, o farmacêutico entrevista o paciente ou acompanhante para avaliar as comorbidades – doenças pré-existentes, como diabetes e hipertensão. “Avaliamos a história pregressa do paciente e a posologia do medicamento, que pode mudar a absorção de acordo com os horários de administração”, detalha Braga. A profissional explica que podem ser feitas intervenções farmacêuticas quando avaliado algum risco para a pessoa que está internada.

Para garantir a segurança de pacientes, a dispensação de medicamentos é feita conforme o prontuário de cada usuário, na quantidade e no prazo necessários para o tratamento. Além disso, toda medicação contém códigos de barras.

O HRN conta, ainda, com ações de farmacovigilância, conjunto de procedimentos relacionados à detecção, avaliação, compreensão e prevenção de reações adversas a medicamentos, que podem causar desde um prurido ou leve coceira na pele a uma intoxicação e um edema de glote. Quando é detectada alguma manifestação, é aberta uma notificação por qualquer profissional da equipe para que o farmacêutico clínico investigue.

Segurança na assistência
No Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), em Fortaleza, são 17 profissionais que atuam no setor. Para se ter ideia da importância do papel dos farmacêuticos, os profissionais estão inseridos em todas as comissões hospitalares da unidade. Eles participam ativamente de eventos e iniciativas desenvolvidos pela unidade, como o Projeto Paciente Seguro.

Farmacêuticos HGWA

“Na Aquisição, além da programação, realizamos o parecer técnico, checando os registros sanitários necessários aos produtos e avaliando a existência de queixas técnicas. Na Supervisão, monitoramos as boas práticas de armazenamento e conformidade na distribuição. E na Farmácia Clínica, acompanhamos as prescrições medicamentosas e os riscos envolvidos na farmacoterapia, por meio da conciliação medicamentosa, farmacovigilância, do manejo das interações medicamentosas, da participação nas visitas multiprofissionais, de sugestão e acompanhamento das estratégias do PGTA [Programa de Gerenciamento de Terapia Antimicrobiano], revisão farmacoterapêutica, orientação na alta hospitalar, entre outros”, pontua Juliana Costa, gerente do Núcleo de Assistência Farmacêutica do HGWA.

O farmacêutico Emmanuel Paiva, que atua na dispensação da unidade, vê a busca pelo melhor atendimento ao paciente fundamental. Ele acredita ser mais um olhar e mais uma barreira de segurança na assistência a usuários que estão internados nas mais de dez clínicas do hospital, entre UTIs, Clínicas Adulto e Pediátricas.

“Acompanho o atendimento às prescrições pelos auxiliares da Farmácia e consigo saber se está tudo sendo separado adequadamente, se o que o médico prescreveu está sendo feito corretamente e garantindo que tudo será distribuído da forma mais adequada possível e dentro dos horários”, diz.

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